Histórias

O poder do afeto na cura

Cristina Travassos, de 58 anos, precisou passar por um transplante de medula óssea e garante que o afeto da equipe médica foi fundamental para tratamento de sucesso

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Ao enfrentar uma doença, é importante ter à disposição todos os profissionais, aparatos médicos e novidades tecnológicas possíveis. Mas companhia, força e afeto são quase tão importantes quanto cuidar da doença de forma técnica. É preciso estar seguro, confiante, contar com um amigo pra levantar o astral e dar força para segurar a barra. Disso, Cristina Travassos, 58, não sentiu falta. Além da família e dos amigos, ela tinha médicos competentes e todos os equipamentos necessários no Hospital Santa Joana Recife. Mas importante mesmo, segundo a engenheira elétrica, foi o tratamento que recebeu de todos os outros funcionários do hospital durante o tempo que passou lá, enquanto enfrentava uma anemia aplástica severa, que resultou em um transplante bem sucedido de medula óssea.

Foi quase um ano internada no terceiro andar da unidade de saúde. Durante esse tempo, ela conheceu todo mundo por lá – fez amigos com todos os profissionais, desde o pessoal da limpeza até os médicos mais antigos da instituição. “Era praticamente a minha segunda casa. A equipe é fantástica, de um astral maravilhoso. E isso faz um diferencial muito grande em qualquer tratamento que você faça. O fundamental é a relação humana, a maneira como a gente é tratada, o carinho. São pessoas com quem fiz realmente laços de amizade”, diz.

Segundo o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), a anemia aplástica ocorre “quando a medula óssea produz muito pouco das três células sanguíneas: leucócitos, hemácias e plaquetas”. Cristina descobriu que estava com as taxas alteradas por acaso, em 2012, quando fazia exames pré-operatórios para outra cirurgia. Nos dois anos que separam a descoberta e o transplante, em 13 de agosto de 2014, ela passou por dois longos tratamentos no Santa Joana Recife, que não deram resultado.

“Tomei 318 transfusões de sangue antes do transplante, durante esses dois tratamentos. Eu tomava medicações e levava uma espécie de choque na medula, para que ela voltasse a funcionar. Como a medula não respondia aos tratamentos, o único recurso que me restava era o transplante”, explica ela. Por sorte, um dos quatro irmãos tinha medula compatível e a busca por um doador foi breve. Cristina foi a segunda pessoa a realizar transplante halogêneo, quando as novas células provêm de outro indivíduo, no Hospital Santa Joana Recife.

Cristina confessa que, quando soube que precisaria passar tanto tempo internada, pensou que ficaria sozinha, entediada, isolada, mas teve uma grata surpresa. “Conheci pessoas, as vidas das pessoas, o que cada uma tinha. Trocava ideia, ajudava, recebia ajuda. Éramos uma família”, afirma. Quando perguntada se houve alguém especial, ela enumera vários nomes. “Tenho carinho por tanta gente! Todos foram muito importantes. É um lugar que guardo com muito carinho”, fala.

Entre os elogios à equipe, aos amigos que fez e ao apoio que recebeu, Cristina destaca várias vezes a importância de observar o lado humano. Ela insiste que uma unidade de saúde que preza pela excelência técnica não pode se esquecer do afeto. “O hospital tem que compreender que, para salvar as pessoas, eles têm que se dedicar muito ao lado humano. O amor, o carinho, a dedicação. Tenho muito respeito e gratidão, porque sabemos que o trabalho deles é muito duro, mas eles estavam ali o tempo inteiro levantando o astral das pessoas”, continua ela. Ela atribui ao carinho que recebeu no Hospital Santa Joana Recife grande parte de sua cura.

Uma das médicas que acompanhou o tratamento de Cristina, Érica Coelho, diz que a paciente está certa. "Transplante é uma atividade de alta complexidade. São vários os diferenciais do Santa Joana Recife, tanto de estrutura física como de pessoal. É fundamental. Se a gente não tem a estrutura humana, de nada adianta o maquinário", corrobora.

O relacionamento com a equipe foi importante o suficiente a ponto de ela negar fazer o transplante em outro lugar. A ideia inicial era fazer o procedimento em Curitiba, onde há médicos pioneiros em transplante de medula óssea no Brasil. “Decidi que preferia fazer no Santa Joana Recife. Enquanto estive internada, tive a oportunidade de conhecer toda a equipe médica, toda a equipe de enfermagem, dos assistentes. Eu me sentia muito bem nesse hospital, com toda a equipe que tem lá, me confortando e me apoiando. Foi decisivo”, aposta.

Uma vez por ano ela volta à unidade para comemorar a data em que soube que estava curada: 26 de agosto de 2014. Recebe abraços a todo instante, de gente que guarda tão boas memórias quanto ela. “Faço questão de comemorar, dar um abraço nas pessoas e agradecer por essa força que recebi”, finaliza. Hoje, Cristina está livre das transfusões e das complicações e considera sua qualidade de vida “maravilhosa”. “De vez em quando tenho algumas ocorrências, o que é natural pós-transplante. Mas minha qualidade de vida é outra. Eu fazia, em média, três transfusões de sangue por semana durante os tratamentos. Só em me livrar delas! É ter renascido mesmo. Ganhei tanto presente e tanto amor das pessoas, foi mais simples do que eu imaginava”, finaliza.

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