Histórias

Uma história de impressionar

Mãe e filha tiveram paradas cardíacas durante trabalho de parto. O pai, médico, acompanhou todo o drama de perto, dentro da sala de cirurgia

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Aos sete anos, Mariana é a princesa da casa. Ela tem dois irmãos mais velhos e foi a menina que os pais, Daniella e Felipe Vieira, ambos de 38 anos, tanto esperavam. Uma gravidez tranquila e bem cuidada. Quem vê a família hoje em dia, saudável e feliz, sequer imagina o que aconteceu na sala de parto no dia em que Mariana veio ao mundo. Mãe e filha tiveram paradas cardíacas; o coração de Daniella ficou sem bater por meia hora e Mariana nasceu com morte aparente. Um sufoco para o pai, que, como médico, acompanhou tudo de pertinho dentro da sala de cirurgia, no Hospital Santa Joana Recife. "Costumo dizer que naquele dia eu estava em um momento de parto, onde você está no céu, e visitei um inferno astral. Mas tive a benesse de voltar ao céu quando fomos para casa", define Felipe.

Tudo corria perfeitamente bem até chegar à sala. Daniella entrou em trabalho de parto na
madrugada do domingo, dia 20 de setembro de 2009. A cesariana estava marcada para ser realizada duas semanas depois, mas foi antecipada porque Mariana quis. Daniella foi
preparada normalmente pela equipe médica. Sentada, prestes a tomar a anestesia, ela sofreu uma convulsão seguida de parada cardíaca. Foi quando começou toda uma sucessão de eventos de reanimação, que perdurou por 35 minutos. "Eu particularmente deixei de ser o pai da criança e passei a atuar também como médico, com os conhecimentos que tenho", disse Felipe. Ele começou a fazer massagem cardíaca na esposa na mesma hora. Seis minutos e meio depois da convulsão de Daniella, os médicos decidiram iniciar o parto mesmo assim. O obstetra e tio de Felipe, Paulo Roberto de Andrade, foi quem acompanhou Daniella durante toda a gravidez. Ele também estava na sala de cirurgia naquela hora. "Nós sabemos que a neném recebe oxigênio da mãe. Se a mãe não tem pra ela, como é vai ter pra neném? Fiz a incisão com o objetivo de salvar a neném pensando inclusive que perderia Daniella", prossegue. O pediatra conseguiu reanimar Mariana, mas Daniella ainda não havia voltado.

A equipe da UTI do Santa Joana Recife, então, assumiu a operação. Nessa hora, Felipe deixou de ser médico e passou a ser pai. E saiu da sala de cirurgia. "Foi quando o racional cedeu um pouco para o emocional. Até pelos conhecimentos médicos, a gente sabe que, em uma parada tão longa, o risco que a gente tem é muito alto. Foi uma parada bastante extensa, mas em momento nenhum a equipe da UTI do Santa Joana Recife baixou a cabeça e desistiu. Não tenho dúvidas de que iriam insistir em tudo o que fosse possível", acredita. Com 35 minutos, o coração de Daniella começou a voltar a bater e ela foi transferida para a UTI, ainda instável, em estado crítico. Permanecia a angústia de saber se haveria sequelas neurológicas, mas nenhuma das duas apresentou sinal de dano.

No dia seguinte, ainda na UTI, Daniela começou a se incomodar com os tubos e fios. "Para nossa surpresa, ela acordou brigando comigo porque não queria tomar Tylenol gotas, só tomava Tylenol comprimido", brinca, emocionado. "Cinco dias depois a gente teve alta do hospital. Cinco dias depois eu estava saindo com minha mulher, minha filha, e minha família completa", relembra Felipe.

Se o hospital já servia de referência para Felipe e Daniella, agora mais ainda. Daniella teve os três filhos lá. É o hospital da família. “Por causa da assistência que a gente teve, dos médicos, da equipe, foi por isso que a gente sobreviveu. Não tenho dúvidas. Eu vou ao Santa Joana Recife e sinto uma emoção grande de saber que foi uma vitória, porque foi uma vitória, tudo o que a gente passou”, garante Daniela. Felipe concorda. "O hospital tem a estrutura e a equipe que sabe investir no momento adequado pra poder trazer um pouco mais de chance de vida onde ela ainda existe. Isso foi crucial", pontua.

Mas nem Daniella, nem Felipe negam que houve algo a mais naquele dia. Religiosa, a família atribui parte da saúde à fé. “Acho que a equipe médica ajudou, mas teve uma coisa que Deus... não era minha hora. Acho que não era nem meu dia de morrer, nem o dela. Ainda acordo todos os dias e agradeço a Deus por ela ter ficado viva e eu também", diz Daniella. O marido, apesar de ser médico e de ter o pensamento científico natural, também acredita em algo além de sua alçada. “Eu não tenho dúvida que houve algo diferente naquele dia que a gente não consegue explicar pura e simplesmente do ponto de vista de literatura médica”, afirma.

Na mesma coisa acredita o médico Paulo. “Aquilo não é normal. Quando eu conto nos
congressos e nas reuniões médicas, todo mundo fica admirado de como foi a reversão desse quadro. Alguma coisa houve. Alguma força superior”, afirma. Mas, como Daniella e Felipe, ele valoriza o trabalho da equipe. “O milagre poderia existir, mas nós tínhamos que usar as armas que o hospital oferecia e a competência da equipe médica.”

Depois de todo o sufoco daquele 20 de setembro, Mariana reina feliz e saudável, assim como Daniella. Tudo o que aconteceu naquele dia fez a família reavaliar tudo. “De certa forma, ensina que a vida é muito fugaz”, diz Felipe. Daniella não consegue descrever a felicidade de estar em casa, com o marido e os filhos, cheios de saúde. “Desejava muito uma menina. Sou muito amiga da minha mãe, e queria poder viver isso. Hoje Mariana é minha amiga, minha companheira, eu não imagino a família da gente sem ela", desabafa.

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