Histórias

A eficiência que salva vidas

Agilidade no atendimento e a percepção de que paciente apresentava estado grave de saúde foi fundamental para tratamento bem sucedido

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Quando o médico ortopedista Mauro Pena, de 67 anos, recebeu alta depois de ficar dez dias em coma no Hospital Santa Joana Recife, na capital pernambucana, ele mudou o ritmo de vida. Passou a dar mais valor à companhia da família e cuidar melhor da saúde. “Eu não sabia dizer não. Esticava a corda, operava pela manhã, à tarde e à noite. Não tinha sábado, domingo, feriado”, conta. Hoje, preza por cada folga e faz de tudo para curtir filhos e netos quando pode.

Religioso, diz que não era a hora dele. "Temos uma missão na Terra. Quando cumprimos a nossa missão, vamos embora. Mas eu ainda me acho jovem e tenho muito para contribuir", brinca. Foram 48 dias internado - depois do coma, ele precisou fazer fisioterapia para recuperar os movimentos do corpo, que perdeu temporariamente durante a fase mais crítica.

Mauro deu entrada no Santa Joana Recife no sábado de Carnaval, dia seis de fevereiro. Ele teve pneumonia necrotizante, diagnóstico obtido depois de muita investigação. Toda a família estava na casa de praia, em Serrambi, no Litoral Sul. Mauro acordou muito cedo naquele dia, com dores no tórax e falta de ar. "Eu puxava e o ar não vinha. Minha esposa pensou que fosse infarto, mas eu sabia que não", diz. Às 8h30 já estavam na emergência. Ele foi medicado e realizou exames que não esclareceram as causas das dores ou da falta de ar.

Mesmo não sendo possível um diagnóstico claro em um primeiro momento, o atendimento ligeiro fez toda a diferença. “Ele chegou aqui na emergência e rapidamente foi para a UTI. Desde o começo, foi vista a gravidade do caso. Sabemos que, em doentes graves, as primeiras horas são fundamentais”, explica o coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Santa Joana Recife, Odin Barbosa. Os médicos decidiram sedá-lo e entubá-lo ao fim do dia - foi quando ele entrou em coma.

“Eu não imaginava a gravidade. Achava que a gente ia para o hospital, ele seria medicado e voltaríamos pra casa", relembra a esposa Ana Dolores, de 63 anos. A família ficou angustiada quando, no domingo, os médicos informaram que o índice de mortalidade dele girava em torno de 90%. "Foi um choque muito grande. Devo muito ao pessoal da UTI. Eu tinha medo, não vou dizer que não tinha, mas tive fé em Deus e confiei muito na equipe. Não acreditava que Mauro fosse morrer", relembra Ana.

Mauro só acordou na outra semana, sem entender muito bem. “Minha mulher dizia que eu tinha sido um guerreiro, que eu lutei muito. Inicialmente eu pensei que tivesse brigado com alguém!”, fala, descontraído. Os familiares, então, explicaram tudo o que tinha acontecido: enquanto esteve em coma, Mauro teve insuficiência cardíaca, insuficiência renal, febre, falência de órgãos, precisou fazer diálise durante vários dias seguidos e se submeteu a uma pequena cirurgia no pulmão. Ana Dolores conta que foi a semana mais difícil para a família. “A gente não sabia como ele reagiria aos tratamentos. Até hoje não sabemos o que provocou isso”, completa.

O quadro dele evoluiu muito rápido e causou tensão na equipe. Ele teve uma pneumonia necrotizante, mas o diagnóstico foi muito difícil, segundo Odin. “O quadro era muito grave e ninguém sabia o que era, então fizemos tratamentos genéricos com antibióticos, antifúngicos e fomos descartando as possibilidades com o tempo. Era um quadro extremamente grave e emocionalmente angustiante”, conta.

A recuperação foi longa. Depois de sair do coma, Mauro teve polineuropatia e permaneceu na terapia semi-intensiva. Não mexia nenhuma parte do corpo do pescoço pra baixo. "Eu não conseguia coçar o nariz. Precisei fazer fisioterapia, fazia todos os dias de manhã e fazia escondido da médica à tarde. Queria me recuperar logo", diz Mauro. Aos poucos, foi adquirindo os movimentos de volta. Em junho, três meses depois de receber alta, Mauro já estava de volta à medicina, atuando em ambulatório. Em julho, voltou a fazer cirurgias.

A esposa sabia: "Para ele seria o pior castigo não poder mais trabalhar". Mauro confirma a hipótese, agradecendo por poder estar de volta à ativa, aproveitando a vida, o trabalho, a família e os fins de semana. "Eu aprendi uma coisa com o meu pai. Ele dizia que, no dia em que um homem para de sonhar e de trabalhar, ele começa a morrer. Não sei até hoje como não fui embora. Mas como minha data não era aquela, eu fiquei", brinca.

Mudança

O Mauro de hoje é bem diferente. Muito mais tranquilo, vivo para a família e para o trabalho. “Mudei meu modo de pensar. Hoje minha família é muito mais unida. Fora a parte médica, apoio de amor e carinho foram fundamentais”, aposta. “Tenho a felicidade de dizer que ajudamos a recuperá-lo, ajudamos a trazer de volta Mauro para o convívio de todos nós”, se orgulha Odin.

Em outubro, pela primeira vez desde o carnaval, toda a família foi passar o feriado na praia novamente. Ana conta que Mauro não conseguiu dormir cedo na primeira noite. "Ele disse que veio toda a lembrança do que passou", explica. Mas ela nunca se imaginou viúva. "Minha vida sempre foi eu e ele, ele e eu. Ele é meu amigo, meu companheiro, meu esposo. É tudo."

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AGILIDADE - Mauro Pena teve índice de mortalidade de 90% e passou por tratamento rápido e eficaz

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